Chatê Blackmore- Brasil
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MINERAÇÃO
Dissoluto numa dissoluta era
- As paredes ruem (interditada a passagem!)
Desde as explosões derradeiras.
(Mas apenas suas sombras)
Mira o esplendoroso saque,
Foram-se para a estrangeiro;
O ouro comanda alguma missa
Para o espetáculo dos culpados;
A prata corta o filet mignon
E dá de comer aos aristocratas;
Não logrou sua promessa de fogo.
Em desaparecido alfabeto.
As retinas pesas e carpidas
Tentam decifrar o arabesco,
O pictórico dizer dos antigos,
Que não se nutre senão de mistério
- Ele também putrefata ruína,
Seguindo então a decomposição
De sua incessante e subterrânea
Teria sido feita a caverna
Dissipada.
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Por lobogabriel - 27 de Junio, 2008, 11:31, Categoría: poesia
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